terça-feira, 26 de julho de 2011

É diferente, vem com a gente...

Existem dois artistas, dentre tantos outros, que considero muito a opinião: O cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro e o cartunista argentino Quino. Existem duas frases que encontrei em suas obras que convergem na mesma direção. Na canção de Zeca, que atende pelo nome de Samba de um Janota só (Janota significa "idiota", e talvez o mais interessante seja o fato que esse samba tem um ritmo caribenho), perto do final, a seguinte frase é proclamada pelo cantor: "Eu penso que se todos quiserem ser diferenciados, no final, serão todos iguais".

Numa tira de Mafalda, a pequena pensadora encerra os quadrinhos com um comentário a respeito da postura de Miguelito, que, apesar de não saber o que vai ser quando crescer, afirma que não será apenas mais um do "montão": "Mais um que faz parte do montão dos que não querem pertencer ao montão".

Caso não tenha ficado claro, a minha postura é a seguinte: não é porque algo faz sucesso que não seja bom, e não é falando mal daquilo que não é "maldito" (sua benção, Macalé) unicamente por essa característica, que você, caro intelectual, estará acima da tão criticada "massa". Nesse gosto por ser diferente, contrário e, talvez, indefinível, seremos iguais a tantos outros também....


PS: Que diabo de postagem amarga, não?

Um comentário:

  1. Nossa! Gostei muito da postagem e assino embaixo de tudo o que você disse...
    Algumas pessoas da nossa querida Letras deviam ler esse post...

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