quinta-feira, 7 de julho de 2011

Fora da Ficção...

José acordou no meio da noite sem saber ao certo o motivo de um ruído estranho que acontecera ao lado de fora. Seu cachorro latia muito, aborrecido.
Havia anos que abandonara todas as superstições e tolices sobrenaturais que agora chamava infantis. Ainda assim, apanhou o bastão mais próximo e rumou para fora da porta.
-O que foi, Rex?
Logo percebeu a origem dos latidos: a bolinha verde limão de brinquedo estava presa abaixo da casinha e o animal (o cachorro, no caso) não podia apanhá-la. Apesar de breve o distúrbio, achou que não conseguiria dormir outra vez, e então, se encaminhou para o banheiro. Fitou sua imagem cansada no espelho por alguns segundos, e teve impressão de que um vulto se mexia logo atrás: não passou de impressão. Baixou o rosto momentaneamente enxaguando-o e tornou a se olhar no espelho, viu refletida uma imagem disforme, mas não gastou mais que alguns intantes para perceber que era seu rosto não muito belo.
Porém, passaram-se alguns segundos, e as luzes se apagaram repentinamente. Logo, porém, constatou que apoiara as costas no interuptor.

Lembrou-se então que teria de trabalhar no dia seguinte, que nunca segurara na vida um revólver ou uma espada (ainda menos um varinha mágica), que nunca vira nada fora do comum e que suas "aventuras" não encheriam sequer meia página de best-seller. Foi dormir com a paz que só a vida banal de um zé-ninguém pode oferecer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário