domingo, 1 de maio de 2011
Datas comemorativas
Ao contrário de antigamente, sou contra as datas comemorativas. Não é por algum motivo clichê como uma crítica ao consumismo no qual essas ocasiões se tornaram, nem pelo orgulho ateu que vem emergindo e que acha que Natal e Páscoa não representam nada, nem por uma mentalidade reacionária que acha que temos que trabalhar incessantemente e que feriados são malvindos (perdoem o possível erro com o hífen). Mas sim, por algo realmente transcedental e que preza pelo bem público: Não aguento mais comerciais da Dolly com aquele monstrinho verde abraçando Papais-Noéis, Coelhos da Páscoa e recentemente, suas mães.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Filosofia de Vida
Comer é o mais importante, pois sem comer você morre. E se morre... a que horas vai comer? E sem comer, para que viver? Viva o Chavinho!!!
domingo, 20 de março de 2011
Pró humor
Por esses dias tive acesso a um manuscrito romano que narrava uma conversa muito interessante. A autenticidade do documento não é de fácil verificação (já que ele mistura personagens históricos que nunca se viram), mas tem valor pela experiência. Sua história era mais ou menos assim:Certo dia, num estabelecimento de comércio alcóolico de Roma, Cícero e Sêneca conversavam sobre o humor, e o que eles consideravam engraçado. Cícero disse, num tom de voz coloquial (até o maior orador da república era capaz de dentro de uma conversa de botequim, perguntar ao freguês de lado qual fora o resultado do futebol, ou algo que o valha):
-Não é segredo para ninguém que considero que desde que Plauto morreu, o humor está de luto. Aquele humor espontâneo e que servia como disciplina, que tinha jogos de palavras e que criticva nossa realidade trasportando -a para outro lugar, faz muita falta.
Sêneca assentiu com um movimento de cabeça leve (nada efusivo, como convinha a um estóico) e disse:
-Você também sabe que não sou dado ao riso: tais manifestações exaltadas são a pova do domínio do homem pelos seus sentimentos. Porém, revelo certo apreço pela ironia: aquele riso de canto de boca, escondido, que é alegre e triste ao mesmo tempo.
Nesse momento, um homem se levantou no canto do bar e veio a mesa:
-Os senhores me perdoem, mas preciso contar minha impressão sobre esse asunto. Para mim, não há nada mais engraçado que uma mulher semi-nua. - ao ver que Cícero e Sêneca trocaram olhares de incompreensão ele prosseguiu. - Em minha noite de núpcias, quando minha primeira esposa estava quase que inteiramente despida, eu não pude conter uma saborosa garagalhada. Não era deboche, apenas achei aquilo engraçado, como uma piada. Desde então, sempre que vejo uma muher sem roupas, eu começo a rir e não consigo fazer mais nada. Nada mesmo. - completou com um ar ressentido.
A estanheza daquela afirmação fez com que todos se retirasem e fossem embora, porém, a História (essa com H maiúsculo) foi, quase que em igual proporção, generosa com todos: hoje, os descendentes daquele oradorzinho anônimo estão ficando ricos e arrecadando milhões e milhões de reais colocando mulheres (e as vezes homens, blargh!!!) seminuas em programas de humor.
Se Cícero soubesse que o luto do humor está durando mais do que o normal...
PS: Deixo meu carinho a Chespirito, Chris Rock, Marcelo Adnet, Marcelo Tas, Paulo Bonfá e Marcos Bianchi, que são verdadeiros humoristas, entre outros.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Leite de Burra
Para Manuel Bandeira e Chespirito.
Um dia mão estúpida, divertidamente os derrubou.
Tomba Madruga sobre o gesso,
Cai Barriga sobre o gesso, cai Frederico também.
(recolhi)Ri e assisti a esses fragmentos e tantos outros.
Hoje, esse programazinho comercial me fez refletir ,
que só foi verdadeiramente feliz quem os assistiu.
Se você aprecia poesia de verdade, procure a original: Gesso, de Manuel Bandeira. Isso foi apenas uma paródia de muito mau gosto, que une Bandeira e o Chaves. Se você não gostou, digo-lhe: está com toda a razão.
Um dia mão estúpida, divertidamente os derrubou.
Tomba Madruga sobre o gesso,
Cai Barriga sobre o gesso, cai Frederico também.
(recolhi)Ri e assisti a esses fragmentos e tantos outros.
Hoje, esse programazinho comercial me fez refletir ,
que só foi verdadeiramente feliz quem os assistiu.
Se você aprecia poesia de verdade, procure a original: Gesso, de Manuel Bandeira. Isso foi apenas uma paródia de muito mau gosto, que une Bandeira e o Chaves. Se você não gostou, digo-lhe: está com toda a razão.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Nova Cerveja
Agora que a consagrada bebida virou até tema de samba enredo (não que isso seja grande referência para o bom gosto), resolvi lançar minha marca também:
Skol Johnny Cage: Pra competir com a Antártica Sub-Zero. (Photoshop nada, eu tenho Microsoft Paint!!)
Eu sei, chama-se tempo de sobra... voltando as aulas acabam as idiotices, mas rir ainda é o melhor remédio, ainda que de trocadilhos infelizes.
Skol Johnny Cage: Pra competir com a Antártica Sub-Zero. (Photoshop nada, eu tenho Microsoft Paint!!)Eu sei, chama-se tempo de sobra... voltando as aulas acabam as idiotices, mas rir ainda é o melhor remédio, ainda que de trocadilhos infelizes.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Considerações musicais
Reflexões pessoais sobre uma de minhas coisas preferidas:
1) Se você quer música brasileira de qualidade, procure! Se ficar esperando que grandes compositores vão ao programa do Faustão, Gugu ou Eliana espere sentado, ou melhor, vá ler um livro;
2) Não tenha medo de ofender os "deuses": não gosto dos Beatles (qualquer semelhança com a turma da Mafalda é mera coincidência) e me decepcionei com o último cd do Chico que comprei - Carioca-;
3)Boa MPB não é só aquela que o Tatit analisa na aula de Semiótica: existe muita gente nova de excelente qualidade que merece consideração, ao invés de babarmos eternamente aos pés de Caetano e dos outros consagrados;
4) A TV acaba comigo: Adoro Skank e Zeca Pagodinho, mas não aguento mais ver a cara dele e do Samuel Rosa em todo canal que eu sintonizo. Ainda estou tentando absorver o Zeca Baleiro num comercial de cerveja. (Ouçam a interessante parceria dele com Kléber Albuquerque na música "Tevê" do álbum O Coração do Homem Bomba vol. 2);
5) Não gosto de ópera, mesmo com a propaganda da Folha com o peixe cantando, tampouco música clássica: respeito e admiro, mas jamais colocaria no meu MP3 (sim, eu ainda tenho um Mp3, mas meu nome não é Fred Flinstone);
6)TODOS compositores tem frases infelizes, e ao saber que Chico, Caetano, Zeca, Lenine, Moska também derrapam, fiquei muito menos carrasco com os mais fraquinhos com as palavras;
7) No século XXI, um compositor que dedique doze em cada treze músicas a só falar de amor é muito pouco (quem me conhece sabe de quem eu falo);
8) Morro de medo dos "ecléticos": "Eu gosto de Parangolé, Metálica, Tati Quebra-barraco, Tom Jobim e Maria Cecília e Rodolfo, além de Kiko Zambianhchi";
9) Não aguento mais todo mundo cantando "Que País é Esse?". A melhor versão pra mim ainda é dos Paralamas;
10) Jards Macalé e Sérgio Sampaio são exemplo de excelentes compositores malditos, mas nem todos Undergrounds que não fazem sucesso são bons, alguns merecem o anonimato que possuem.
É só um breve desabafo, mas como vem de mim, não poderia vir mal-humorado.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Crítica - Drácula de Bram Stoker

Ainda que a febre do momento sejam as histórias de vampiros, e que livros com as tais temáticas abundem e irritem a qualquer leitor que não tenha tendência a se apaixonar por um não-morto (na minha tradução da expressão usada pelo Prof. Van Helsing) esse é um livro que vale um pouco mais de reflexão, e por que não dizer, de diversão também.
O enredo é quase que de domínio público, em grande parte pelo sucesso da adaptação de Coppola que alterou alguns aspectos: Jonathan Harker é um corretor imobiliário que a mando de seu patrão (sempre são eles os culpados) vai visitar o castelo do Conde Drácula a fim de resolver algumas questões burocráticas sobre as aquisições recentemente realizadas pelo nobre em território inglês. Porém, ele descobre que seu anfitrião é uma criatura não humana que ruma para a Inglaterra buscando expandir seu domínio maléfico.
A crítica define a obra como de horror, mas ressalvas devem ser feitas a fim de se evitar uma injustiça: o terror que há em Drácula é sutil e inteligente, devido em grande parte ao modo como a narrativa se constitui. Composta com anotações de diários e fragmentos de reportagens e correspondências, temos ao menos 4 narradores que estão em grande parte sem saber com o que exatamente estão lidando já que a ordem que os textos são dispostos no livro foi elaborada após o meio da história, e como o leitor tem conhecimento de quem é o antagonista, acompanha angustiado os infortúnios que cercam as personagens até o seu momento de compreensão e partam então na caçada pelo vampiro.
O tempo da narrativa se desenvolve no século XIX, numa sociedade encarando o que seria o auge até então do desenvolvimento científico tecnológico que o homem havia experimentado. O deslumbramento pela tecnologia desfila pelos olhos do leitor na escrita taquigráfica, na máquina de escrever, no fonógrafo, nas 4 transfusões de sangue realizadas na mesma paciente com doadores diferentes sem que haja nenhuma reação contrária e etc.
A oposição entre os heróis e o monstro está fortemente atrelada à geografia onde se desnvolvem as ações: de um lado temos a Transilvânia supersticiosa, ignorante e retrógrada; do outro a Ingalterra culta, desenvolvida científicamente e cristã. Lá, o Conde é o poder máximo, aqui, ele é derrotado. A diferença também se manifesta nos valores que estão envolvidos: O grupo humano é honrado, corajoso, movido pelo amor e amizade e pela fé e obediência a Deus; Drácula é uma criatura herege e movida unicamente pelo instinto, incapaz de desenvolver sentimentos, e apesar dos anos de existência, mostra um cérebro infantil, agindo sempre com a mesma ideia fixa que o motivara em seu passado nos campos de batalha.
Ainda há muito a se falar sobre o papel da mulher, sobre a união da fé e da ciência, sobre a medicina caseira, mas eu já estou cansado. Até outra oportunidade. É um bom livro no qual eu paguei a exorbitante quantia de 6 reais (eliminar o intermédio do tradutor traz economia).
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