quarta-feira, 31 de julho de 2013

As propagandas mais peculiares da televisão brasileira

Está mais do que provado que nem toda propaganda pode ser tao boa como uma Eneida, por exemplo, ainda que muitas outras, evidentemente inferiores a esta, tenham obtido o mesmo resultado de ganhar tanto destaque que nem damos tanta importância ao produto (ou imperador) que ela puxa o saco. Entretanto, algumas propagandas tornam-se inesquecíveis por um outro aspecto: o da bizarrice. Ignorando o da "selaria texana", por exemplo, vejamos aquilo que a Tv. exibe com relativa frequência e que desperta aquela familiar sensação de constrangimento:

1) Seu Sidney, o foda.

Esta frase resume tudo, não há mais nada a ser dito sobre o bonachão idoso-propaganda da Ultrafarma. Seu Sidney tem um rosto pacato, um olhar sonhador e um sorriso piedoso que desperta comoção no mais frio dos homens. Mas não se deixe enganar, por onde seu Sidney passa tudo ganha vida nova: o desejo sexual vai à flor da pele e os gananciosos comerciantes abrem mão de lucros astronômicos em troca do bem -estar da população. Seu Sidney conquista as mulheres, debate com os acadêmicos, joga xadrez com os idosos e futebol com as crianças, pratica caridade para com os pobres e, apesar disso tudo, não é candidato a nenhum cargo político. Contam que Chuck Norris o chama de "mestre".
Claro que se você nunca sintonizou o intervalo do Sr. Brasil, onde as propagandas, voltada para o público na melhor idade, apenas divulga argamassa e remédios, você não conhece o seu Sidney. Mas não se preocupe, cedo ou tarde, todos o veremos: dizem que José Mayer encontrou Seu Sidney na cama com uma namorada sua.

2) Dollynho, seu amiguinho.

Como se a canção composta por um ex integrante do Big Brother não fosse o bastante, o departamento de marketing da marca de refrigerantes nacional decidiu, numa astuta jogada, atacar, também, o público infantil. A aposta não poderia ser mais acertada: é mais do que claro que é impossível para um adulto, (e quem dirá para uma criança) não se render aos encantos da garbosa garrafinha falante. Dollynho tem os movimentos suaves e delicados e seus traços bem desenhados aliados a uma desenvoltura perfeita tornam-no o melhor objeto-propaganda da história dos refrigerantes. Sempre dando bons conselhos, valorizando o natal, a páscoa e o papai e a mamãe, Dollynho apenas não virou mascote de Marco Feliciano por este suspeitar de sua peculiar vozinha fina, mas é tudo questão de tempo, afinal, não há uma grande diferença intelectual entre uma garrafa pet cantora e os ideias defendidos pelo indivíduo supracitado.


3) Decolar.com as celebridades

Não é de hoje que os publicitários inventam associações bizarras entre celebridades e seus produtos. Para o profundo engenho das mentes que criam propagandas em nosso país, o verdadeiro publicitário consegue criar as associações mais ilógicas colocando um jogador de futebol dizendo que apoia o posicionamento de Hannah Arendt sobre a infância moderna. Mas ninguém foi tão longe quanto a Decolar.com nessa empreitada! Não senhor, ao invés de colocar um ou outro artista, ela colocou 700, um após o outro, sem qualquer relação (a não ser é claro, o fato de serem celebridades o que, sabemos, é um argumento inquestionável para atestar sua perfeição) mostrando que eles compram passagens por esta companhia. E é assim que se laça uma boiada por todos os lados: você pode encontrar com o Papa Francisco (se, no ápice de sua humildade, ele não tiver ido de Praça Ramos - 8696) ou com Sérgio Malandro em qualquer avião. 
PS: Como se não bastasse, vemos Bruno de Luca (que há tempos, tomou o papel de Odisseu como viajante modelo) olhando abismado para os baixos preços e Daniella Mercury que enquanto canta o jingle da empresa, faz um movimento igual ao da Chiquinha (do Chaves) quando se sente embaraçada.


Todas essas pérolas se encontram no Youtube, escolha sua preferida!

domingo, 19 de maio de 2013

Conhece quem tome a Mafalda por modelo?



Acho que, de vez em quando, tomam mais o Manolito...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Algumas comunidadades do Orkut que você pode (ou não) sentir falta

Não minta pra mim, você já teve Orkut. Eu não te condeno por tentar esconder isso, afinal, essa é uma atitude básica do ser humano (a por muitos chamada, pejorativamente, de "cuspir no prato que comeu"), basta pensar que, após encher o estômago, um apetitoso filé do restaurante mais nobre de São Paulo parece tão interessante quanto um churrasco grego numa travessa da Santa Ifigênia. Porém, como nada nunca é apenas flor ou espinho (com a benção de Nelson Cavaquinho), vamos lembrar de algumas comunidades que já fizeram nossa alegria ou desespero, a depender de cada um. Não se envergonhe, todos tivemos pelo menos alguma desta lista e, não sou o Conselheiro Aires, mas também perdoo a todos, como na ópera.

1) Comunidades obviamente lógicas: Todos já tiveram pelo menos uma. Seus títulos envolviam raciocínios complexos e absolutamente inovadores, do estilo: "Eu amo ser feliz", "Eu não gosto de ser triste", "Ser feio é foda" (essa tinha, ao menos, uma repetição de "efes"), "eu gosto de ter dinheiro"... Caso você não estivesse buscando, apenas, um "parceiro de atividades" (Há, te lembra disso?, como diria Altemar Vigário) mas sim o amor da sua vida, basta ver que, como vocês dois amam a felicidade, a compatibilidade é absoluta.

Sério Mesmo?

2) Comunidades homenageando um amigo: Bom, se você era um garoto não muito emotivo ou que não costumasse ou quisesse ser o amigo de todo mundo jamais haveria uma comunidade dessas dedicada a você. O processo é mais ou menos o seguinte: como o orkut foi pensado para ser um eterno elogio mútuo, existiam diversas formas de mostrar, publicamente, como se gostava de alguém (com o eterno intuito de uma mão lavar a outra). Uma delas era batizar uma comunidade de "Eu amo o Marcelitcho Zanfra", por exemplo, (lembrando que isso nunca existiu) e agregar a enorme quantia de 30 membros (naquelas de maior popularidade) além de criar um único fórum com uma temática que girava em torno de "Qual é a melhor história desse cara muito louco?" ou "Por que vocês adoram o Marcello?" (não preciso dizer que isso jamais ocorreu em realidade paralela alguma). Para que isso servia? Não sei, nunca fizeram uma pra mim (pausa para lágrimas)...

Esse cara era eu (quem não adora um cara desses?)

3) Comunidades de cronistas do cotidiano: Assuma, você já teve uma dessas! Todo mundo já teve um rebuliço quando viu que mais de cem mil pessoas gostavam de miojo cru, nunca terminaram uma borracha, abriam a geladeira pra pensar, não entendiam as vinhetas da MTV ou etecétera. O perigo que tal tipo de comunidade propriciava, contudo, era para algumas pessoas que buscavam apoio em grupo no Orkut e não encontravam: o tio do primo de um amigo da minha mãe, conta-se, cometeu suicídio ao não ter nenhum seguidor em sua comunidade "Pensei que era sorvete mas era dobradinha", todos tinham ido para a concorrência.

"Todo dia ela faz tudo sempre igual..."

4) Comunidades de gozadores do cotidiano: Esse grupo descende, diretamente, do anterior. Talvez cansados das comunidades supracitadas, eles se punham a fazer trocadilhos sobre o seu cotidiano, num resultado ainda mais deprimente do que o Zorra Total com uma participação especial do Pânico na TV. Provavelmente você já viu algo como, "eu faço aniversário no dia em que nasci", "nunca vi a minha nuca" e etc. Não vou criticar a concorrência...


Eu preciso contratar esse cara!

5) Comunidades que definem sua personalidade: Uma das coisas mais difíceis era definir quem você era naquele espaço do perfil. Para resolver isso, existiam trocentas comunidades (todas óbvias, obviamente) que definiam seu modo de ser. A saber: "Eu odeio gente falsa", "Eu sou tímida, e daí?", "Só legal, não tô de dando mole", "Fala na cara, seu bosta" (desculpe o palavrão, estou apenas citando). Era gostoso ver como muitas pessoas que diziam ser impossível se auto definir, tinham tantas comunidades mostrando sua personalidade. É o orkut sendo útil na vida de todos nós, vai ver é melhor saber quem somos por uma categoria previamente criada por outros...

Um caso típico...

6) Comunidades do Chaves: Segundo minha teoria, o orkut foi criado unicamente para atender uma demanda dos fãs de Chaves (eu, entre eles). Era um prazer indescritível ver uma comunidade nomeada com aquela frase brilhante de um dado episódio que você achava que apenas você conhecia. Se você tivesse comunidades do tipo: "Eu amo Chaves", "Chaves de Acapulco é o melhor", "Seria melhor ter ido ver o Pelé" você seria apedrejado como um poser, um ser humano indigno de carregar o título de fã de Chaves. Os verdadeiros seguidores tinham mais de 150 comunidades, uma espécie de maçonaria do pastelão, competindo para ver quem, ao mesmo tempo que desencavava as frases mais perdidas, conseguia o maior número de seguidores. (Certa vez tentei criar uma e consegui trinta membros)

Sigam-me os bons (o suficiente)

Mas afinal, só as criaturas que nunca criaram uma comunidade com menos de 10 membros é que são ridículas. (Álvaro de Campos / Fernando Pessoa/ Marcello Peres Zanfra)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Capcom anuncia um novo jogo da franquia Resident Evil...

Todo mundo odeia o Chris Redfield:

"Eu não preciso disso, meu marido tem dois consoles"


Estou com a impressão 
de que perdi meu emprego


Dados sobre o lançamento:
Este jogo custou 53 dólares e 27 centavos.
O Drew vem com munição infinita.
O Perigo disponibiliza qualquer arma ou spray de primeiros socorros.
Cuidado com Golpe-Baixo.
Por cinco dólares por dia, a Tonya não contará pra sua mãe que você saiu de noite pra matar zumbis.

Cara, você é muito louco.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Convertemos VHS para DVD

-Bom dia.
-Bom dia... a mocinha está bem? Está tão pálida.
-Cuide de sua vida.
-Tudo bem... o que deseja?
-Converter essa fita para o dvd. Os tempos modernos ferraram com o meu negócio.
-A senhorita não foi a única. Está mesmo se sentindo bem? Está tão molhada que parece que saiu da piscina agora.
-Já mandei ficar quieto.
-Certo, o serviço levaria apenas o tempo que a fita exige para passar no aparelho.
-O senhor vai assistir ao meu filme?
-Sim, é necessário: eu acompanho a fita passando na tv para garantir que nada dê errado.
-Já esperava.
-Quando a senhorita poderia vir buscar?
-Depois da conversão pronta? Eu te telefono, depois disso... sete dias.











Mas que piadinha de bosta...



sábado, 31 de março de 2012

Os aterrorizantes clichês

Não é exagero afirmar que os filmes de terror, ao lado das comédias (principalmente românticas) são as vertentes cinematográficas que mais apelam aos clichês. Ainda que falar mal deles e tentar escapar dos mesmos sejam, talvez, os maiores dentre os maiores clichês, eis algumas manias irritantes que os filmes de terror usam que conseguem deixar os espectador com a velha sensação do dejavu (que não é o infame grupo musical de tecnobega, tampouco o ainda mais ignorado grupo de mpb que entoa "jogas as chaves foraaaaaaaaaaaaaaaa....").


1) Calma, é tudo um sonho.
Lá está você, sentado após noventa minutos de sustos (ou pelo menos, tentativas de tanto). A trama foi se tornando cada vez mais complicada, e você acha praticamente impossível que o roteirista resolva as pendengas que deixou em aberto, ou que consiga justificar tantas coisas esrúxulas que foram pululando em sua tela. Lá está a mocinha, duelando contra dois espíritos, uma horda de zumbis e um Chuck Norris armado com uma pluma de ganso (nunca duvide da hablidade desse homem) quando, de repente, quando a morte parecia inevitável, a tela se clareia intensamente e a personagem volta de um coma induzido no hospital. Cabe a você, espectador, a sensação de ter sido feito de trouxa por um roteiro sem pé nem cabeça, uma vez, que, dentro da mente humana, como diria Tim Maia, vale tudo.
Alguns filmes tentaram inovar e mostram, pouco após a sensação de que tudo está bem, que a cara do médico é a mesma cara do espírito que encheu o saco dos protagonistas ao longo da película, ele dá um sorriso sacana, do estilo "o que é teu tá guardado" e os créditos começam a rolar. Gostaram da idéia, surgiu um novo clichê.
"Estou de saco cheio desses sonhos" Sigmund Freud, em correspondência trazida por Mercúrio a Marcello Zanfra


2) Variações do mesmo tema sem sair do tom
O arrependimento é, para o cristianismo e para o ser humano inteligente, um sentimento dos mais nobres. Todos temos do que nos arrepender, mas ninguém tanto quanto Bram Stoker. Drácula é um ótimo livro, a adpatação de Coppola, igualmente, é. Infelizmente, o simpático conde tem de aturar releituras das mais bizarras envolvendo seu nome, e recentemente, seu arquiinimigo o Professor Abraham Van Helsing, que, de um filósofo metafísico e ocultista, virou alguém semelhante ao Wolverine. "Drácula 2000", "Drácula contra-ataca", "Drácula, ninguém segura esse vampiro", "Porra, ninguém sabe matar vampiro nessa terra, não?". Não falta muito para termos a seguinte chamada na seção da tarde. "Um vampiro muito louco, aprontando todas com a galera da Transilvânia, em alto clima de azaração com a noiva de Jonathan Harker".

"Vou empalar o autor da próxima releitura" Conde Drácula, em correspondência trazida por Mercúrio a Marcello Zanfra.


3)Momento "Suspeitei desde o princípio"
Os filmes de suspense prezam pela surpresa do espectador, para tanto, os roteiristas buscam criar tramas rocambolescas e cheia de peripécias, a fim de que o público seja constantemente enganado e tendo acesso ao ouro apenas no final, muitas vezes, após os créditos, apenas. Temos, portanto, uma espécie de novela mexicana assustadora, embora a maioria delas já seja, onde em momentos de menor inspiração, o fantasma que matou quase todos, diz com um tom emocionado: "Eu sou seu pai, Felipe Roberto". Até aí, sem problemas, mas, haverá sempre aquele discípulo de Sherlock Holmes, que deste, só possui a prepotência, disposto a falar: "eu já tava mesmo achando que aquele passarinho cuco que apareceu só nos créditos de abertura era o assassino".

"Bem que você suspeitou que eu tava morto é o cacete" Bruce Willis sobre "O sexto sentido" em correspondência trazida pelo carteiro para Marcello Zanfra


4) Velocidade e lugar errado na hora errada
Qualquer um que tenha passado por uma situação que dê medo, seja ela uma tentativa de assalto , ou estar sozinho em casa com a luz apagada correndo para a cama, sabe que o medo tem uma grande vatagem para o homem: ele triplica a velocidade de corrida da pessoa (desconfio que seja por isso que o sinal de largada nas corridas é o disparo de um revólver). Em um filme de terror, portanto, onde está em jogo vida, ou a alma da personagem, qualquer Barrichelo vira um Robson Caetano, nada desses clichês onde os zumbis, seres mais mortos do que vivos, por definição, conseguem correr mais do que alguém desesperado. Não adianta falar que caiu ou tropeçou, na hora da covardia, não há espaço para ficar no chão, a recuperação é mais do que imediata. Ah, e por favor, se o barulho do fantasma vem da cozinha, fique na sala, e vice e versa, não é tão difícil sobeviver se pensarmos assim.

"Na próxima vez a gente liga pro disk pizza, ok?" Zumbi ao ver a velocidade da refeição em desespero.


5) Todo esforço é em vão.
Se um belo dia você perceber que sua vida se transformou, por motivos que até Deus duvida, em um filme de terror, se acalme e aguarde a morte estoicamente. Não adianta criar esperanças, não tire a Samara do poço, não faça aquele experimento místico que você encontrou no livro da Palmirinha. Nada vai dar certo. Um filme de terror tem em média noventa minutos, os cinco finais são dedicados a mostrar que todo o esforço fracassou e a criatura sobenatural venceu. Minha dica: aproveite pra tirar uma com a cara do fantasma, xingue bastante, comente que o time dele perdeu no domingo, em suma, deixe-o bastante irritado para que ele te mate rapidinho. Outra alternativa é se suicidar logo e poupar o tempo de aborrecimento do espectador.
"Belos conselhos" Sêneca sobre essa postagem em mensagem trazida por Mercúrio para Marcello Zanfra


"Até que enfim acabou essa porcaria" Leitor sobre esse texto.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Michel Teló

Não me envolvo em polêmicas. Em conversas, se você quiser perguntar sobre aborto, religião, PM no campus ou qualquer outro assunto que irá suscitar brigas verbais (ou não), saiba que eu me abstenho de comentar. Lido com as questões, da mesma maneira com a qual lido com a comida que recentemente deixou o fogão, deixo esfriar, observando as reações daqueles que agem pelo calor do momento ou pela fome.
Antes de eu comentar, vejamos o que foi dito a respeito dessa pessoa e daquilo que, se não me engano, se chama "Ai se eu te pego".
Reação I


"Que maravilha de Música!!! Muito sucesso para vc, Michel, tudo de bom. O Brasil precisa de artistas como você!!!"
Reação II



"E daí que é uma merda? Pra
dançar com a mulherada está ótimo!!"
Reação III

"Eu gosto de Michel Teló, sim. Minha opinião tem de ser respeitada e ninguém nem nada com isso"
Reação IV


"O que aconteceu com a música verdadeira? Onde está o rock, a MPB e a Bossa Nova? Socorro, Cartola!!"
Reação VI

"Ele, na verdade, representa a cultura popular, uma vez que, cultura é tudo aquilo que se produz, ou, para usar o vocábulo latino, cultiva. Não devemos jamais julgar nosso gosto superior e etc. etc. etc."


E quanto a mim... Sabe que eu esqueci o que eu ia falar...